ANTES DE reestrear a peça "Curtas", Samantha Schmütz tirou alguns dias de folga de "Zorra total" e foi para Nova York descansar. Na foto ela está em frente ao Museu de História Natural da cidade.
domingo, 2 de maio de 2010
ANTES DE reestrear a peça "Curtas", Samantha Schmütz tirou alguns dias de folga de "Zorra total" e foi para Nova York descansar. Na foto ela está em frente ao Museu de História Natural da cidade.
domingo, 9 de novembro de 2008
RIO - Desde setembro, os dias de Samantha Schmutz têm começado mais cedo. Ensaiando para a segunda edição do "Circo do Faustão" - que estréia hoje no "Domingão"- , a atriz corta um dobrado para sair de Niterói, onde mora, a tempo de chegar ao Projac para treinar e gravar o "Zorra toral". É uma vida de atleta, constatou a Revista da TV, que acompanhou a humorista por um dia.
Numa quarta-feira, Samantha começou a treinar às 10h e fez acrobacias até as 12h30, acompanhada de Michael de Souza, seu instrutor. Do picadeiro montado para os ensaios, foi para a sala de maquiagem , almoçou rapidamente e às 13h30 já estava dando vida à personagem Leonina. Só deixou os estúdios às 21h. Em casa, o trabalho continuou: ela tinha que decorar os textos do "Zorra". E, agora, em novembro, a vida da artista fica ainda mais bagunçada. Samantha está em cartaz com as peças "Curtas" e "Aventuras de Juninho Play", de sexta a domingo.
- Quando chego em Niterói já são mais de 22h, às vezes não consigo nem jantar e caio dura de sono do jeito que estou. Com essa rotina louca passei do manequim 38 ao 36 e já estou precisando apertar as roupas - conta, feliz da vida.
Nos dias que não tem gravação, Samantha chega a treinar de 12h30 às 19h30.
- Os treinos exigem muito do meu físico, mas a mente também cansa, pois é necessária muita concentração para não errar e não se machucar - diz, mostrando dezenas de hematomas espalhados pelo corpo. - O tecido aperta muito na cintura e na coxa. Estou fazendo cara de feliz para as fotos, mas estou toda dolorida. - relata a moça, que chegou a cair de cabeça em um dos ensaios.
Mas o sofrimento não está sendo em vão. Nos ensaios, Samantha realizou uma impressionante coreografia aérea, diante das lentes do fotógrafo do GLOBO, mostrando que anos de balé fazem diferença.
- Minha mãe era bailarina e meu pai formado em Educação Física. Sempre fiz balé, ginástica rítmica. Tenho uma boa flexibilidade e o fato de ser pequena ajuda muito. Alguma vantagem tinha que ter - brinca, mostrando que a rotina puxada não alterou seu bom humor.
Nem seu apetite:
" Quando chego em Niterói já são mais de 22h, às vezes não consigo nem jantar e caio dura de sono do jeito que estou. Com essa rotina louca passei do manequim 38 ao 36 e já estou precisando apertar as roupas "
- A parte boa é que posso continuar comendo de tudo e continuo perdendo peso - diz, enquanto pede um prato caprichado com arroz, feijão, bife e batatinha, no Projac. - Esqueci da foto! Deveria ter pedido algo mais light, com saladinha, para ficar bonito, né?
Hoje à tarde, quando o quadro estrear no "Domigão do Faustão", Samantha pretende se destacar dos outros competidores com um truque secreto na manga.
- Não posso falar o que é, mas vou usar um talento especial para dar uma bossa ao número - revela, fazendo mistério.
Ela está concorrendo com Ana Luiza Castro, Bárbara Borges, Caio Castro, Cássio Reis, Cris Vianna e Latino. E garante que não existe clima de competição entre seus companheiros de trapézio, mágica, tecidos e acrobacias - mas está entrando para mostrar o seu melhor.
- Claro que eu adoraria ganhar, mas o legal é ter a chance de participar - jura ela, que já andou até no arame esticado.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Hematomas, arranhões e dores no corpo são sintomas que, há cerca de um mês, fazem parte da rotina dos sete famosos que vão se encorajar no picadeiro do "Circo do Faustão", uma espécie de reality show, que começa dia 9 de novembro, dentro do "Domingão do Faustão". Mas, para todos eles, tudo é compensado devido ao fascínio do universo circense.
O time de artistas escalado é composto pelos atores Caio Castro, Bárbara Borges, Cássio Reis, Cris Vianna e Samantha Schmutz; além do cantor Latino e da apresentadora Ana Luiza Castro. O diretor do quadro do programa, Henrique Matias, exibiu um vídeo de incentivo com depoimentos dos participantes da últma edição - que teve como vencedora a modelo Gianne Albertoni - para a nova trupe, na manhã desta terça-feira (21), na lona armada no Projac, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio.
Veja a galeria de fotos
"É um dos quadros mais difíceis de se produzir no programa", afirmou Matias, explicando "a gente precisa se preocupar com a manutenção dos aparelhos, que não podem falhar, e também com a segurança dos participantes, que não estão acostumados com esses exercícios".
Modalidades
Os famosos terão que apresentar seis modalidades: mágica, duo acrobático, malabarismo, equilibrismo, tecido aéreo e trapézio. Esse último é a maior expectativa de Latino:
"Tenho fobia de altura, não ando muito de avião, só a base de calmantes. Mas vou ter que superar."
O cantor disse que o aprendizado no circo já está servindo para o seu trabalho no palco e revelou que entrar no picadeiro era um desejo de criança:
"É um sonho de moleque, eu nunca tive grana para ir ao circo então é uma realização."
Treino puxado
Cada artista tem o seu professor de circo particular. A carga horária, em média, é de oito a dez horas de treino por dia, cerca de quatro vezes por semana. Bárbara Borges e Ana Luiza Castro disseram que não precisam mais das ginásticas regulares que faziam:
"Eu malhava com personal trainer, mas agora isso aqui é a minha academia", disse Bárbara. A colega Ana Luiza acrescentou: "É um trabalho muito completo, já sinto uma agilidade e um domínio do meu corpo que eu não tinha". Para ela, o maior desafio será o mortal.
Bárbara contou que chegou a ter insônia nos primeiros dias, pensando nos exercícios que precisava fazer. "Já me machuquei toda, tenho calo nas mãos, mas é um desafio que te leva à superação".
Já a humorista Samantha Schmutz disse que sentiu transformações no corpo e acredita que a concentração e a força que exercita diariamente no circo vão ajudar no seu trabalho.
quarta-feira, 14 de maio de 2008


Ela não esconde a altura, 1,52m, e não se importa nem um pouco em ser chamada de baixinha. Pode ser clichê, mas é verdade: o que falta na altura sobra no talento de Samantha Schmütz. Ela é um dos destaques de " Zorra Total " na pele do marrento Juninho Play, o maior "pegador" do humorístico. Em uma entrevista exclusiva para oEGO, a carioca de 29 anos revela que já foi confundida com homem. "Isso é ótimo. Convenci mesmo". E entrega, aos risos: "Muitas mulheres chegam para mim e dizem que ficariam com o Juninho, e eu brinco dizendo fica com ele porque isso não é comigo".
Em cartaz no Teatro dos Grandes Atores, na Barra da Tijuca, no Rio, a atriz dá vida a mais seis personagens em "Curtas". Samantha consegue roubar toda a atenção, gargalhadas e aplausos do público durante a apresentação. Ela conduz a platéia com maestria ao universo da sexóloga boliviana Conchita, ou de Fátima, uma cantora de bar fracassada. Nesta última esquete da peça, imita com perfeição a cantora Maria Rita, até no gestual - um pouco caricato, é claro.
O sucesso de Samantha não veio por acaso. Ela participou durante um ano e meio da peça "Surto", em 2004. Lúcio Mauro Filho apostou no talento da atriz e a levou para participar do quadro "Pistolão", do " Domingão do Faustão ". Depois de montar "Curtas", veio o convite para o "Zorra".
Para quem ainda não viu "Curtas" é melhor correr. Esse é o último final de semana do espetáculo, que nos dias 1º e 2 vai para o Canecão, também no Rio.
A receita do sucesso? "Fico procurando fazer piada o dia inteiro", entrega Samantha. E é verdade. Durante a sessão de fotos, ela não se conteve e disparou: "Não estou muito caminhoneira, não? Preciso fazer um curso com a Gisele (Bündchen, top model)".
Confira a entrevista.
Você se acha uma pessoa divertida? A sua veia cômica vem desde a infância?
Me considero sim. Fico procurando fazer piada o dia inteiro. Meu pai (Guilherme) era assim. Levo tudo na palhaçada. O meu pai e meu avô (Jurandir) eram comediantes. Se eles quisessem ter seguido a profissão... quando era criança eu imitava a Tina Tuner.
As pessoas cobram uma postura engraçada sua o tempo todo?
Não sinto essa cobrança. Às vezes, pedem para eu fazer o Juninho Play na rua. Quando é criança ou senhora eu não consigo negar, ou quando vem uma pessoa muito feliz me pedindo para fazer. Mas tem aquela história, estou em uma loja, calçando o sapato, agachada... aí não dá para fazer. Tem alguns homens que já chegam imitando os gestos do Juninho, coçando a genitália, e eu logo falo: 'Que coisa feia meninos fazerem isso na frente das meninas!'. (risos)
E antes de ir para o "Zorra Total", já acharam que você era homem mesmo?
Quando estava em cartaz no Teatro dos Quatro participando do "Surto", um ator foi perguntado de qual personagem ele tinha gostado mais e ele falou: 'Gostei do ator que fez o surfista playboy'. Isso é ótimo. Porque mostra que eu convenci mesmo. Muitas mulheres chegam para mim e dizem que ficariam com ele, brinco: 'Fica com ele porque isso não é comigo' (risos).
O humor é uma válvula de escape?
O teatro é uma válvula de escape. No palco esqueço tudo, ele cura algumas coisas. Quando estreei "Curtas", em agosto do ano passado, meu pai tinha acabado de falecer. Mas fiz a peça mesmo assim. No palco, sinto que tenho domínio da situação.
Qual foi o primeiro personagem que você criou?
Profissionalmente, desde que aprendi a construir uma personagem, foi uma mãe-de santo, que é uma interna de uma colônia psiquiátrica. Foi a personagem que usei no meu trabalho final na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), na peça "Bispo do Rosário", de Moacyr Góes, em 99. Não usei ainda na peça, mas não está esquecida.
E o Juninho Play foi inspirado em quem?
Nos garotos reais que conheci na adolescência. Eles se acham sempre o máximo – e acho isso um saco. Eles são engraçados, machistas, e quando a mulher não quer ficar com eles, xingam... Na verdade, isso é um pouco triste. Já fui muito para a noitada, então já vi muito Juninho de perto. Hoje em dia não ficaria com um Juninho.
Suas inspirações vêm das situações bizarras do dia-a-dia?
Muita gente diz que meus personagens são um pouco caricato. Mas se você andar em Copacabana (bairro do Rio de Janeiro) vai ver que o Juninho existe. A perua Leonina também existe. Na rua também tem muita coisa caricata, e eu observo muito.
Fale um pouco de alguns personagens de "Curtas", Vãnessa, Fátima...
A Vãnessa é uma paulista cover da Britney Spears. A Leonina Borges é uma perua deformada de tanta plástica, que tem como profissão ser esposa. A Fátima é uma cantora de churrascaria fracassada. A Marina é uma criança espevitada e pervertida, e faço uma paródia da Daiane dos Santos, a Brilhante dos Santos.
Você se identifica com algum deles?
Com a Fátima porque já cantei em bar também, mas ela ficou no bar e eu consegui ir para o Canecão (risos). E a Vãnessa porque temos o sonho de ser artista, essa coisa de passar em testes - a cena é um teste – e ela é uma caricatura disso tudo.
E como foi o convite para o "Zorra Total"? Você ficou conhecida nacionalmente depois de entrar para o elenco do programa e, apesar do sucesso, muitas pessoas acham a fórmula ultrapassada. Para você existe essa diferença de humor novo, velho, ou humor é sempre humor?
O diretor do programa, Maurício Shermann assistiu à peça no Teatro dos Quatro, e me chamou. O "Zorra" faz parte do humor antigo: usa o mesmo formato há muito tempo e consegue se modernizar. O Shermann trouxe novos atores, eu, o Rodrigo (Fagundes, do "Surto"). Ele estava na padaria, me apresentei para ele, e o convidei para assistir "Surto". Ele viu e chamou o Rodrigo para fazer o Patrick no programa. O programa tenta sempre mudar. Mas a vida não é uma repetição? Venho aqui toda quinta, sexta e sábado encontrar com o público. Mas são nos detalhes que fazemos as mudanças. Não me incomodam essas críticas.
Quem são seus ídolos no humor?
Débora Bloch, Diogo Vilela, Regina Casé... essa turma da "TV Pirata", dos anos 80.
Fora dos palcos, você ainda lidera a banda cover dos Beatles, "Mulheres Cantam Beatles"? Quando você começou a cantar?
É uma profissão também. Estamos começando a remarcar os ensaios para uma vez na semana. É um projeto que a gente está profissionalizando cada vez mais. Porém, quero fazer uma coisa mais minha, com banda. Adoro cantar blues, MPB, samba. Comecei a cantar na CAL. Todo mundo dizia que eu cantava bem e me encaixavam em alguma peça – mesmo quando não tinha nada a ver. Fiz aulas de canto com o Hilton Prado, pai da Giovanna Antonelli, e com a Regina Locatto, da banda Garganta Profunda.